WORKSHOP
Entrevista Sílvia Lima, CEO da Biape

Revista Bicycle: Sílvia, por favor, gostaria que você explicasse a respeito do evento.
Sílvia Lima: Como de costume, nos reunimos a cada 3 meses com grupos de representantes regionais, e uma vez ao ano, reunimos todo o nosso time de vendas. Dessa vez, o diferente é que nós trocamos o nome "Convenção" por "Workshop". Aumentamos o número de participantes das etapas regionais, porque acreditamos que todas essas informações e toda a análise que nós temos que fazer em relação a 2016 e planejamento 2017, de uma forma mais enxuta, terá maior absorção por parte dos participantes. Então, hoje é o início da primeira etapa dos Workshops Regionais.
Este ano, nós temos como tema "Workshop Be Up 6.0". O nome "Be Up" vem de Biape e em inglês, significa "Levante-se", "Esteja Atento", "Prá Cima", e o 6.0 foi uma referência ao motor, a potência, mas que está diretamente relacionado aos 60 anos da empresa, que nós completaremos em 2017. Também em 2017 nós vamos trabalhar com o logo comemorativo "Biape 60 anos". "Nós vamos falar desta nova gestão dinâmica e agressiva, comandada pela nova CEO do Grupo, Sílvia Lima, que mantém o mesmo DNA de 60 anos atrás, que é a inovação e pioneirismo, mas que ao mesmo tempo garante assertividade e estratégia focados para o mercado e demanda atual! " Lucas Calipo – gerente comercial
O objetivo desse encontro é o de análise de crescimento atingido por nós, ao longo deste ano de trabalho, que é o primeiro ano da gestão completa do Grupo Biape. Apresentamos o desempenho mercadológico e de atuação por parte de cada um dos representantes regionais. Além disso, analisamos também o crescimento dos novos representantes, que se juntaram ao nosso time por perceberem a força e o nosso desempenho ao longo de 2016. A percepção do mercado sobre nosso crescimento e inovação nos trouxe novos representantes! Os que estão conosco, nesse workshop, são os representantes mais antigos, porque os novos passarão por uma reciclagem e treinamento e irão se encontrar conosco no final de dezembro. [Link para os depoimentos dos representantes]
Foi amplamente tratada a estratégia comercial segmentada por cliente e política de atuação por ramo de atividade: atacadistas, lojistas e bike shops. Apresentamos também a nova linha Trust 2017 com seu devido posicionamento e segmentação, atendendo acessórios e partes. Ampliamos no setor de marketing, deixando uma agência in house que caminha junto conosco, e já desenvolvemos nova logotipia da Trust, GT Super e Cobra, além de uma nova marca inovadora que será introduzida no Brasil no ano que vem e com certeza surpreenderá a expectativa do mercado. Iniciamos também a distribuição exclusiva da STR (system transmition rapid) para linha de câmbios e componentes.
Fizemos uma ampla análise da participação das feiras nesse ano, não só por parte de gestão da empresa, mas por parte dos representantes que estiveram nas feiras regionais, além de nossa participação já firmada para a Brasil Cycle Fair 2017.
Além disso, firmamos durante a Eurobike 2016 algumas parcerias de distribuição exclusiva com marcas já consagradas mundialmente: lançamos oficialmente a distribuição exclusiva das sapatilhas FLR, dos capacetes Bluetooth e das roupas Funkier.
Analisamos nossas conquistas com as ações de merchandising focadas para o varejo e o nosso crescimento exponencial com as marcas próprias: os novos quadros Trust em alumínio a 1,5kg e cabeamento interno, a nova linha de quadros em carbono Trust Lander 29, a linha exclusiva dos selins Trust Line, o aumento da família Cobra, que tem há muito tempo sua marca nos cadeados.
Todas essas ações somadas contribuíram para a ampliação significativa do nosso market share em 2016.

Revista Bicycle: Ampliação de market share?
Sílvia Lima: Sim, aumento de nossa participação no mercado e aumento da participação de nossas marcas, que estão pulverizadas e disponíveis em lojas de todo o Brasil. O que aconteceu com a GT Super, Trust e Cobra? Nós reformulamos o portfólio de cada uma delas, posicionando e segmentando cada uma, sendo que a GT Super é uma linha de entrada, a Trust é uma linha de média-alta gama. E a Cobra, que já está presente nos cadeados, englobará novos produtos.
Com isso, o mercado percebeu rapidamente nossas ações e nós tivemos um crescimento do nosso market share muito expressivo de 2015 para 2016.

Revista Bicycle: Isso envolve uma possível continuidade na comercialização de produtos Shimano?
Sílvia Lima: Como eu disse na última entrevista, a Shimano é muito bem-vinda. Eu não vou falar como atacadista, eu falarei como mercado: como em qualquer outra empresa, nós entendemos que o produto Shimano para o mercado é complementar nas suas características em cada distribuidor. Ele é complementar ao desenvolvimento de cada importador e atacadista, e não determinante.

Revista Bicycle: Mas no caso dessa situação que nós nos encontramos hoje, você já dispõe novamente da gama de produtos Shimano para o mercado?
Sílvia Lima: Eu acredito que o trabalho que cada distribuidor deve fazer, e o nosso não foi diferente, é o de ter o seu portfólio de acordo com o DNA da empresa. Portanto, nós sabemos que em 2016 tivemos o nosso market share aumentado em razão dos nossos produtos, somando-se a isso o início da distribuição, como já citado, dos componentes STR (system transmition rapid). "E o nosso crescimento em 2016 comprova isso, somados a nova gestão da empresa e os pesados investimentos que foram feitos em uma gama de ações", completa Lucas Calipo – gerente comercial

Revista Bicycle: Estamos praticamente a alguns dias de 2017, lógico que vocês já devem ter um planejamento estratégico para o ano. A gente vem de praticamente 3 anos com o PIB negativo, e as projeções indicam para esse ano 3,4 negativos e para o ano que vem, quiçá, 1,5, mas ainda assim na soma desses 3 últimos anos a gente vai ter 4, 5 de perda no modo geral, com um alto índice de desemprego. Como vocês estão vendo a perspectiva de 2017 para o mercado de peças de bicicleta?
Sílvia Lima: Eu acredito no mercado brasileiro, se bem trabalhado, e aposto na manutenção para 2017. E sob a nossa ótica, 2016 representou um crescimento sustentável. Acredito numa provável alta do dólar, diante das incertezas da política americana e das consequências para a Ásia. Isso trará uma valorização correta do preço que o mercado trabalha e um ajuste correto da atuação dos distribuidores no Brasil. Eu espero que nosso país, com as políticas econômicas que estão sendo introduzidas pelo novo governo, possa trazer credibilidade para o mercado e promover um crescimento homogêneo e constante, crescimento interno para o Brasil!

 

 

 

 

 


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